Ler não é uma tarefa fácil, dá mais trabalho do que fazer qualquer outra coisa, como assistir televisão, ouvir música entre outras coisas boas da vida. Além disso, como bem salientam Ferreira e Dias (2002, p.40)
Diferentemente da escrita, as outras mídias são mais prováveis de
aprisionarem o não-leitor, já que as informações nelas veiculadas
refletem uma seleção consciente daqueles leitores que as fazem e as despejam
sobre os primeiros. Ademais, com o aparecimento de outros meios de comunicação,
a relação alfabética e instrumental com a escrita perde sua força, uma vez que
distancia os indivíduos alfabetizados do contato laborioso com a mesma.
Não se pode esquecer,
contudo, que “a
escrita é o instrumento do pensamento reflexivo e só o contato com ela pode
favorecer o desenvolvimento de um pensamento abstrato, complexo e de natureza
diferenciado daquele permitido pela cultura oral” (FOUCAMBERT,1994; 1997 apud
FERREIRA E DIAS, 2002, P.41). Vale lembrar, ainda, que leitura equivale a
acesso a instrumento de poder.
Lemos com diferentes objetivos, dentre os quais
podem ser citados: a leitura para se informar, a leitura para deleitar-se, ou
para entender as características próprias da escrita, entre outras, e cabe à
escola explorar e utilizar diferentes tipos de textos usados no nosso
cotidiano, ou o mesmo texto trabalhado de maneira diferente. São necessárias
algumas estratégias para ensinar os alunos a utilizar estes textos que podem se
classificar em: leitura prazerosa, leitura para estudar e leitura para se
informar. Silva (1998 p. 27) comentando a esse respeito afirma que
Em sociedade, são múltiplos e diversificados os usos da leitura.
Lê-se para conhecer. Lê-se para ficar informado. Lê-se para aprimorar a
sensibilidade estética. Lê-se para fantasiar e imaginar. Lê-se para resolver
problemas. E lê-se também para criticar e, dessa forma, desenvolver
posicionamento diante dos fatos e das idéias que circulam através dos textos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário